segunda-feira, 11 de outubro de 2021

a noite è calma

o ar è grave na sombra cai um luar vago

subtil sem razão suave da vida estagna

como um largo na sensação e a alma

esquece ao fim dos parques da emoção


brisa que estremece as águas dessa solidão

nesta hora como se entre-tecendo de uma moeda

em mão com sono que vão compondo e desfazendo

em afago desse abandono com sensações de mãos

que as tece adorna a alma e o gesto com que teço

esquece e o fundo da alma não tem calma
 

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