quinta-feira, 27 de maio de 2021

a minha alma cativa

encerrada no silêncio apagado

              do

teu fogo cintilante assim eu

             estou

sem estar mesmo no poema

                sò

suspiro clamo ou grito como

               a 

árvore escarnecida que projecta

              no

espaço a suplicante nudez de braços

             ressequidos
 

sexta-feira, 7 de maio de 2021

Eu sou Teu

porque foste tu que criaste

este amor em mim por ti

avivo porque amo

minha Deusa tem piedade

de mim um pegador somos

amigos mas olha que eu sou

pèssimo amigo por isso faz - me entender e ajuda-me sabes

bem o quanto preciso de ti e não sei pedir - te meu anjo da guarda minha Deusa ...

 

Ode de Amor

Sò sentado no meu quarto

em paz pego na caneta e sou

um heròi mergulho no silêncio

das horas e no presente è no passado

que aprendo compreendo o presente

raivo o futuro aqui no meu quarto na

catedral do masr desço as escadas ìngrime

da aventura e fico solidamente desconhecido

agora que o mar não ruge e o vento quedou - se
 

destilou

em mim todo o odor maritimo

que o nevoeito trouxe o pulsar

dos sèculos roda em mim

 perpassam navios que lançam

escalares e saem marinherois

barbudos que passam a cantar

velhos pescadores esquecem

 - se de si .. exala sem cheiro

um cheiro asiàtico
 

Quero traçar

os meus pès em areias virgens

e inelvidàveis  convosco cheguei

à China percorri a Pèrsia vendi

no Japão foi a India e venci

convosco lutei e venci convosco

vos honrei uma brisa suave e fresca

inebria em mim algo intenirante e

sinto - me estranhamente universal

num sonho perdido nosonho tenho

o passaport do alèm e viajo no desconhecido 
 

Quem me derà


 ser um de vòs partilhar o mesmo

esforço de pertinàcia da surpresa

e da coragem e redobrar a minha

 ânsia marinheiros da minha Pàtria

quero ir convosco para o Oriente

para o Ocidente galgar Oceanos

novos e inventados mas partir ...

partir agora a todo pano enfrentar

ventos tempestades aportar em terras

nunca antes vistas


O silêncio

quebrado das ondas fica outrora

na ilusão o silêncio è o oceano

quebrado das ondas  o oceano

a vastidão è o silêncio e pasmos

os enigmas que encobres as coisas

que viste as vidas que tragaste a glòria

Lusìada dos que te galgaram evenceram

a ânsia que dàs o mitèrio que surges e as

ondas que simbòlicamente se suìcidam ali junto ao molhe cantando cativa a nossa història aos rochedos e o desencanto da nossa ausência na tragèdia que passa tu ès

a viagem parabòlica do inicio

 

Fito o Oceano

 o silêncio quebrado das ondas

fica outrora na ilusão o silênco

è o oceano quebrado das ondas

fica outrora na ilusão o silênco

è o oceano a vastidão è o silêncio


a lìguagem enciclopèdica

da expriênciia compromisso

universal còsmico do infinito

contudo cerca - me o fascìnio

oceânico da manhã renasce em

mim o desafio abstràcto do impossìvel
 

invade - me

.e perturba - me como se eu fosse

o arauto solene e incauto da novidade

despertar -me o piar indefinido das

gaoivotas olho parao oriente e as gaivotas

não me conhecem e quedo - me a recordar
 

presente

habita - me sobtretudo o presente

aliciante da viagem là longe

onde a distância não viaja e o azul

è um som um horizonte è a fronteira

inatìngivel do principio por isso esse

sentir legado a tanto de impèrio e de

miragem por isso esta saudade febril

de grandeza
 

o azul

o azul è sò um horizonte

è a fronteira inatìngivel

do princìpio por isso

esse sentir legado

a tanto de impèrio

e de miragem por isso

esta saudade
 

habita - me

sobretudo o presente

aliciante da viagem

là ao longe ao fundo

onde adostância não

viaja
 

viajava

ruìram irreversìvel os castelos

sonhados que se ativiam cercados

de incompreensão tu sorris entendes 

- me eu sei o teu sorriso e sei o teu  gesto

mesmo que eu não estivesse aqui eu

 conheceria - te tu amas mnem sabes

como è bom ver - te e amar- te assim
 

não sorrias

não sorrias mais porque

eu te amo ès sucessão

do passado a constante 

do presemte eo silêncio

do futuro ès a palavra

imaginada feita amor
 

jòias

as jòias perdidas brilham

opàlas que a sombra admira

um raio de solfiltra o universo

e vaporiza - me asaudade e um

sartilègio de nostàlgia
 

as muralhas

as muralhas iam caìndo

uma a uma serà assim o

 tempo de espera somàrias

certezas numa razãode enganos

rinhas comigo a força da vitòria

madura serena e sã e quando a 

esperança batia na face 

transformaram - se em pèrolas
 

os anjos

são  os olhos da cidade

olhos de mulher que voa

tem asas de cristal e àgua
 

anjos


 não são ainda anjos

apenas são seres de luz

com as suas asas brancas

limpam e preparam a terra

espelho inicial

espelho  inicial no pensamento das ondinas

em revolta loura sobre o sol esquecido no centro

dum lago harpas de cabelos ainda o arbustro tatuado

no vento sò  o ciùme nos làbios duma estrela louca

semeada dentro do orgulho da seara arrepiada nunca

 mais o cais na bruma oscilante apenas encontro um

anjo morto nas noite principal no pàtio interior

bebemos o silêncio e a vozque nos acordarà

para o outro existir

 

palavras


 serão  apenas as palavras

ditas e desditas a palavra

num silêncio o olhar que

me ocultas de um amor

Mar


 jà existem mares dentro

desse mar a brancura

do cèu as nuvens no espelho

da àgua não se pode mudar

de luz como que muda de

camisa o meu paìs è onde 

a pedra acessa do mar ilumina

as varedas do coração e a cal

escorre dos muros edos troncos

das oliveiras ao chão

sonhar

sonhar pois sonhar

atè morrer 

sonhar para viver

sem guerras nem fome

sem injustiças nem

 desigualdades

quero ser um eterno

lutador aquele sonhador

que acredita na liberdade

e no amor
 

Eis o que

os meus sntidos aprenderam

sozinhos as coisas não têm

existência são o ùnico sentido

oculto das coisas a sombra

uma tristeza aquela certeza

que escorre pelo rosto cansado

de ver o que a sombra nunca

 soube entender
 

os rios

cegavam os olhos e fecho - os

sentem - se incomodados pela

rapidez do dia a chegar lutando

pela calma da noite como formando

se aos poucos os olhos e a noite là

se vai e o dia rompe com toda a sua

 força do meu  quarto enquanto

sonhava dava a volta ao mundo

viajava no tempo sonhava a

 transparência de ser criança

para alcançar a esperança

de um dia colher uma flor

sem que ela morra de vez
 

Segredos


 que sò eu sei desvendados

no meu refùgio mais ìntimo

a minha solidão que è a paz

do meu espìrito

ao nascer do sol o sonho

se desvanece como uma nuvem

de sol  a sorrir - lhe  rasgando

o mar com um brilho incandescente

lindonuma magia de cores

Meu mundo imaginàrio

meu amigo e è o meu quarto

e nele encontro um sorriso

que andou perdido pelo

infinito e là no fundo uma

gargalhada fingida que està

cheia de emoção cheia de 

medos às làgrimas libertam

o mistèrio dos segredos mudos
 

O amor emerge


 nas profundezas das estrelas

no profundo azul onde estàs

que não te vejo onde escondes

o amor que não se transparece

desperta em mim esse espirìto

adormecido em mim neste

 submerso sil~encio onde emerge

o amor

Ajuda - me

ajuda - me atende - me tem

piedade de mim porque tu

ès boa ajuda - me ès a minha

Deusa pètalas suaves 

emaranharam - se noteu cabelo

agradeido e quando ofegante

re cativava
 

Ouvindo

musica como tudo è grande

neste silêncio a musica è tudo

o mundo està là fora evoco

esse mundo fabuloso e 

insignificante que ficaao pè

da porta e quedo - me ainda mais

admirado o sonho habitou - me

hà um grande espaço cheio de 

emoção pressinto apenas uma

grande paz
 

A margem

da coragem  havia outrora

um lago profundo de  fundo

lìmpido e prateado ventos

magnèticos agitam as àguas

espalham - se arreoios à

 superfìcie distantes ìdolos

no meio do caminho servem

se de espantalhos aos pardais

e quando voltas a jogar regressas

anònima fitando a ùnica estrela
 

Perdoe - me

é a tua voz cansada

que eu oiço 

eu não a quero vê - la

sofrer eu morreria

para ti um nome

clamoroso o teu nome
 

os teus cabelos


 sobre os ombros caìdos

è a tua alma nuitas vezes

caìda ferida a imagem

è a pureza duma franguesa

jamais esquecida

simplesmente

os teus olhos rasgados

o sofrimento a paixão

a alegria a violência

o perdão tudo lhes è

atribuido oseu perfil

tão elegantemente

recortado que faz lembrar

o cèu estrelado nos teus làbios

ardentes ligeiramente descerrados

nota - se um sorriso virginal

que lembra o despontar de uma flor

num roseiral
 

Um Poema


 que seja sò amor

por amor por amor

para ti meu amor

um poema em que

cada palavra esteja

em ti e onde possa

amar - te um poema

aqui neste poema e por

amor um poema a querer 

 te amar

POEMA

Quero  fazr um poema

de amor que não conheces

das coisas que penso

 do amor que te devo

da vontade de amar

das carìcias perdidas

na rotina do quitidiano

na crueldade do tempo

no equivoco da vida
 

VIAGEM

Neste lugar parado das coisas

cada palavra combate a 

ignorância das coisas que

hão - de mudar no momento

exacto da partida
 

sol e lìrio


 da manhã amar è construir - te

ao postigo da noite milenària

uiva o vento que somos não

me negues tal castigo

De que serviria


 tecer  flores pelas areias

do chão se havia gente

a dormir  sobre o pròprio

coração eu não pude

 lavantà - la choro pelo

que não fiz

Folha seca

perdoa - me folha seca

não posso cuidar de ti

vim para este mundo

para te amar e por amor

me perdi
 

Aprendi

aprendi que não importa

em quantos pedaços o seu

coração foi partido o mundo

não para para que tu o consertes

aprendi que o tempo não è algo

que possa voltar portando plante

o seu jardim e decor a sua alma

em vez de esperar que alguèm lhe

traga flores o tempo è algo que não

volta atràs

 

ergo - me

invento uma rosa

uma nuvem um

corpo

de mulher para

habitarmos assim

caminho para ti

anuciando o amor

um rio uma seara

um paìs deslumbrado

ergo -me e voo ao sol 

lìrio da  manhã

 

descansa

entre o meu peito

os sonhos descansa

e o desejo de vê - los

ainda em flor ... que

amor è este que voa

nas trevas com asas

de vento sùplica

no sangue palavra

fechada na crina

do tempo amor de fogo

s vento suplica de sangue

 

toda gente sensata

corrre ao meu lado

mostrando ao mundo

que o amor è possìvel

quande se  ama 

 verdadeiramente

vinham os sàbios os poetas

e todo o mundo em que tal

como eu acreditam no amor

a noite era dia e as ruas estavam

 cheias era um rio de risos de làgrimas

e ansiedade  levavos o sonho hà muito

 sonhado levavamos o amor onde 

outro igual ...
 

a noite era dia


 a noite era dia para quem

tinha de encontrar um amor

ofegante corri com o teu

amor no meu coração 

deslumbrado corri

 mostrava este admiràvel

amor que trago no meu

coração mostro feliz

a todo o mundo que o amor

è belo amar sublime


declara - me o soneto


 dizer que foi de noite

na manhã seguinte ao amoor

sobre a cidade era  noite

 fechada na cidade insone

sai a rua não sei o que buscava

encontrei o teu amor

sempre

que a  terra que te despe

se despe se veste

o meu corpo è do tempo

que me deste

a vida insuficiente è da morte

não existe a tua mão perene

de um olhar que dispare o teu

brilho me fulmine que vem

o amor sempre devagar e tarde

perde - se numa frase
 

Quando cantas - me

baixinho aoo ouvido

um segredo simples

revolucionàrio rompido

o teu colo è coeso

a tua hàbil mão acariciando

o fogo do violino

 

tudo

aquilo que eu criei

posso acabar

estou a espera

de um llivro

não confundo

plenitude com

literatura e falar

de arte

para o umbigo

não faz muito

o meu gènero

 

unidade

desejo - lhe a mesma

febre que eu sinto

este rosto não tem

màscaras o texto

não  tem nem quer

unidade sò calor

hùmidade e ar de uma

fala para um fôlego

jà è diferente
 

Poèsies

a estrela chorou rosa a estrela gritou rosa no coração das suas orelhas o infinito rolou branco do seu pescoço atè aos seus lombos o mar fri...