do
teu fogo cintilante assim eu
estou
sem estar mesmo no poema
sò
suspiro clamo ou grito como
a
árvore escarnecida que projecta
no
espaço a suplicante nudez de braços
ressequidos
do
teu fogo cintilante assim eu
estou
sem estar mesmo no poema
sò
suspiro clamo ou grito como
a
árvore escarnecida que projecta
no
espaço a suplicante nudez de braços
ressequidos
este amor em mim por ti
avivo porque amo
minha Deusa tem piedade
de mim um pegador somos
amigos mas olha que eu sou
pèssimo amigo por isso faz - me entender e ajuda-me sabes
bem o quanto preciso de ti e não sei pedir - te meu anjo da guarda minha Deusa ...
em paz pego na caneta e sou
um heròi mergulho no silêncio
das horas e no presente è no passado
que aprendo compreendo o presente
raivo o futuro aqui no meu quarto na
catedral do masr desço as escadas ìngrime
da aventura e fico solidamente desconhecido
agora que o mar não ruge e o vento quedou - se
que o nevoeito trouxe o pulsar
dos sèculos roda em mim
perpassam navios que lançam
escalares e saem marinherois
barbudos que passam a cantar
velhos pescadores esquecem
- se de si .. exala sem cheiro
um cheiro asiàtico
e inelvidàveis convosco cheguei
à China percorri a Pèrsia vendi
no Japão foi a India e venci
convosco lutei e venci convosco
vos honrei uma brisa suave e fresca
inebria em mim algo intenirante e
sinto - me estranhamente universal
num sonho perdido nosonho tenho
o passaport do alèm e viajo no desconhecido
esforço de pertinàcia da surpresa
e da coragem e redobrar a minha
ânsia marinheiros da minha Pàtria
quero ir convosco para o Oriente
para o Ocidente galgar Oceanos
novos e inventados mas partir ...
partir agora a todo pano enfrentar
ventos tempestades aportar em terras
nunca antes vistas
na ilusão o silêncio è o oceano
quebrado das ondas o oceano
a vastidão è o silêncio e pasmos
os enigmas que encobres as coisas
que viste as vidas que tragaste a glòria
Lusìada dos que te galgaram evenceram
a ânsia que dàs o mitèrio que surges e as
ondas que simbòlicamente se suìcidam ali junto ao molhe cantando cativa a nossa història aos rochedos e o desencanto da nossa ausência na tragèdia que passa tu ès
a viagem parabòlica do inicio
o silêncio quebrado das ondas
fica outrora na ilusão o silênco
è o oceano quebrado das ondas
fica outrora na ilusão o silênco
è o oceano a vastidão è o silêncio
universal còsmico do infinito
contudo cerca - me o fascìnio
oceânico da manhã renasce em
mim o desafio abstràcto do impossìvel
o arauto solene e incauto da novidade
despertar -me o piar indefinido das
gaoivotas olho parao oriente e as gaivotas
não me conhecem e quedo - me a recordar
aliciante da viagem là longe
onde a distância não viaja e o azul
è um som um horizonte è a fronteira
inatìngivel do principio por isso esse
sentir legado a tanto de impèrio e de
miragem por isso esta saudade febril
de grandeza
è a fronteira inatìngivel
do princìpio por isso
esse sentir legado
a tanto de impèrio
e de miragem por isso
esta saudade
sonhados que se ativiam cercados
de incompreensão tu sorris entendes
- me eu sei o teu sorriso e sei o teu gesto
mesmo que eu não estivesse aqui eu
conheceria - te tu amas mnem sabes
como è bom ver - te e amar- te assim
eu te amo ès sucessão
do passado a constante
do presemte eo silêncio
do futuro ès a palavra
imaginada feita amor
opàlas que a sombra admira
um raio de solfiltra o universo
e vaporiza - me asaudade e um
sartilègio de nostàlgia
uma a uma serà assim o
tempo de espera somàrias
certezas numa razãode enganos
rinhas comigo a força da vitòria
madura serena e sã e quando a
esperança batia na face
transformaram - se em pèrolas
em revolta loura sobre o sol esquecido no centro
dum lago harpas de cabelos ainda o arbustro tatuado
no vento sò o ciùme nos làbios duma estrela louca
semeada dentro do orgulho da seara arrepiada nunca
mais o cais na bruma oscilante apenas encontro um
anjo morto nas noite principal no pàtio interior
bebemos o silêncio e a vozque nos acordarà
para o outro existir
desse mar a brancura
do cèu as nuvens no espelho
da àgua não se pode mudar
de luz como que muda de
camisa o meu paìs è onde
a pedra acessa do mar ilumina
as varedas do coração e a cal
escorre dos muros edos troncos
das oliveiras ao chão
atè morrer
sonhar para viver
sem guerras nem fome
sem injustiças nem
desigualdades
quero ser um eterno
lutador aquele sonhador
que acredita na liberdade
e no amor
sozinhos as coisas não têm
existência são o ùnico sentido
oculto das coisas a sombra
uma tristeza aquela certeza
que escorre pelo rosto cansado
de ver o que a sombra nunca
soube entender
sentem - se incomodados pela
rapidez do dia a chegar lutando
pela calma da noite como formando
se aos poucos os olhos e a noite là
se vai e o dia rompe com toda a sua
força do meu quarto enquanto
sonhava dava a volta ao mundo
viajava no tempo sonhava a
transparência de ser criança
para alcançar a esperança
de um dia colher uma flor
sem que ela morra de vez
no meu refùgio mais ìntimo
a minha solidão que è a paz
do meu espìrito
ao nascer do sol o sonho
se desvanece como uma nuvem
de sol a sorrir - lhe rasgando
o mar com um brilho incandescente
lindonuma magia de cores
e nele encontro um sorriso
que andou perdido pelo
infinito e là no fundo uma
gargalhada fingida que està
cheia de emoção cheia de
medos às làgrimas libertam
o mistèrio dos segredos mudos
no profundo azul onde estàs
que não te vejo onde escondes
o amor que não se transparece
desperta em mim esse espirìto
adormecido em mim neste
submerso sil~encio onde emerge
o amor
piedade de mim porque tu
ès boa ajuda - me ès a minha
Deusa pètalas suaves
emaranharam - se noteu cabelo
agradeido e quando ofegante
re cativava
neste silêncio a musica è tudo
o mundo està là fora evoco
esse mundo fabuloso e
insignificante que ficaao pè
da porta e quedo - me ainda mais
admirado o sonho habitou - me
hà um grande espaço cheio de
emoção pressinto apenas uma
grande paz
um lago profundo de fundo
lìmpido e prateado ventos
magnèticos agitam as àguas
espalham - se arreoios à
superfìcie distantes ìdolos
no meio do caminho servem
se de espantalhos aos pardais
e quando voltas a jogar regressas
anònima fitando a ùnica estrela
que eu oiço
eu não a quero vê - la
sofrer eu morreria
para ti um nome
clamoroso o teu nome
è a tua alma nuitas vezes
caìda ferida a imagem
è a pureza duma franguesa
jamais esquecida
o sofrimento a paixão
a alegria a violência
o perdão tudo lhes è
atribuido oseu perfil
tão elegantemente
recortado que faz lembrar
o cèu estrelado nos teus làbios
ardentes ligeiramente descerrados
nota - se um sorriso virginal
que lembra o despontar de uma flor
num roseiral
por amor por amor
para ti meu amor
um poema em que
cada palavra esteja
em ti e onde possa
amar - te um poema
aqui neste poema e por
amor um poema a querer
te amar
de amor que não conheces
das coisas que penso
do amor que te devo
da vontade de amar
das carìcias perdidas
na rotina do quitidiano
na crueldade do tempo
no equivoco da vida
cada palavra combate a
ignorância das coisas que
hão - de mudar no momento
exacto da partida
ao postigo da noite milenària
uiva o vento que somos não
me negues tal castigo
do chão se havia gente
a dormir sobre o pròprio
coração eu não pude
lavantà - la choro pelo
que não fiz
em quantos pedaços o seu
coração foi partido o mundo
não para para que tu o consertes
aprendi que o tempo não è algo
que possa voltar portando plante
o seu jardim e decor a sua alma
em vez de esperar que alguèm lhe
traga flores o tempo è algo que não
volta atràs
uma nuvem um
corpo
de mulher para
habitarmos assim
caminho para ti
anuciando o amor
um rio uma seara
um paìs deslumbrado
ergo -me e voo ao sol
lìrio da manhã
os sonhos descansa
e o desejo de vê - los
ainda em flor ... que
amor è este que voa
nas trevas com asas
de vento sùplica
no sangue palavra
fechada na crina
do tempo amor de fogo
s vento suplica de sangue
mostrando ao mundo
que o amor è possìvel
quande se ama
verdadeiramente
vinham os sàbios os poetas
e todo o mundo em que tal
como eu acreditam no amor
a noite era dia e as ruas estavam
cheias era um rio de risos de làgrimas
e ansiedade levavos o sonho hà muito
sonhado levavamos o amor onde
outro igual ...
tinha de encontrar um amor
ofegante corri com o teu
amor no meu coração
deslumbrado corri
mostrava este admiràvel
amor que trago no meu
coração mostro feliz
a todo o mundo que o amor
è belo amar sublime
na manhã seguinte ao amoor
sobre a cidade era noite
fechada na cidade insone
sai a rua não sei o que buscava
encontrei o teu amor
se despe se veste
o meu corpo è do tempo
que me deste
a vida insuficiente è da morte
não existe a tua mão perene
de um olhar que dispare o teu
brilho me fulmine que vem
o amor sempre devagar e tarde
perde - se numa frase
um segredo simples
revolucionàrio rompido
o teu colo è coeso
a tua hàbil mão acariciando
o fogo do violino
posso acabar
estou a espera
de um llivro
não confundo
plenitude com
literatura e falar
de arte
para o umbigo
não faz muito
o meu gènero
febre que eu sinto
este rosto não tem
màscaras o texto
não tem nem quer
unidade sò calor
hùmidade e ar de uma
fala para um fôlego
jà è diferente
a estrela chorou rosa a estrela gritou rosa no coração das suas orelhas o infinito rolou branco do seu pescoço atè aos seus lombos o mar fri...