terça-feira, 12 de outubro de 2021

Poèsies

a estrela chorou rosa

a estrela gritou rosa

no coração das suas orelhas

o infinito rolou branco do

seu pescoço atè aos seus

lombos o mar frisou vermelho

para os seus seios rosados e o

Homem sagrou preto para os seus seios

rosados
 

Mar Português

 Ò  mar salgado quanto do teu sal

são lágrimas de Portugal !

por te cruzarmos quantas mães

choraram quantos filhos em vão rezaram ?


quantas noivas ficaram por casar

para que fosses nosso ò mar !


valeu a pena ?

tudo vale a pena se a alma

não è pequena


quem quer passar além do Bojador

tem que passar além da dor !


Deus ao mar deu perigo e o abismo

mas nele è que espalhou o céu !



que aureola te cerca

è a espada que volte-ando faz que o alto ar

perca o seu azul negro e brando mas que

espada è erguida faz com o ar alto perca

o seu halo no céu e excàlibur a ungida

que o rei Artur deu - te esperança consumada


Portugal em ser ergue a luz da tua espada

para se ver a estrada !
 

Deus quer

o homem sonha a obra nasce

Deus quis que a terra fosse

uma que o mar unisse

jamais se separasse


sagrou - se e foste desvendada

espuma e a orla branca foi de

ilha em continente


clareou correndo atè ao fim do mundo

e viu - se a terra de repente surgir redonda

do azul profundo que te sagrou e criou - te

 Portuguesa do mar e nòs em ti nos deu sinal


cumpriu - se o mar e o império se desfez

senhor !


falta cumprir - se  Portugal !

 

sinto o medo a ir - se embora

como se nunca tivesse existido

o mais belo poema não o escrevi

nunca


esculpi - o no tremor vagaroso

do teu corpo embriagado nas

palavras por dizer
 

poema esquecido

na madrugada na solidão

do meu quarto nu cheio

de amor com um fretàrio

de paixão
 

apagaram - se as luzes


 è o tempo de sôfrego

que principio è preciso

cantar


como se alguém soubesse

como cantar

segunda-feira, 11 de outubro de 2021

as tuas mãos


 contudo sinto nas minhas mãos

o nosso olhar fixo e mudo

quantos momentos vãos

para além de nòs viveu

nem nosso teu ou meu

conheço o fundo

ao gozo e à dor o gozo

havido mais que sombra

sem volto ou cor e dos

passos o coro e o ruído


ò noite ò luar  ò brisa

incerta


não me deis mais que eu

ser sò me fiquei a janela

aberta da vida e a sinto

sem saber
 

a noite è calma

o ar è grave na sombra cai um luar vago

subtil sem razão suave da vida estagna

como um largo na sensação e a alma

esquece ao fim dos parques da emoção


brisa que estremece as águas dessa solidão

nesta hora como se entre-tecendo de uma moeda

em mão com sono que vão compondo e desfazendo

em afago desse abandono com sensações de mãos

que as tece adorna a alma e o gesto com que teço

esquece e o fundo da alma não tem calma
 

sufocado

em ânsia ai! quando a distância

soa a hora o meu peito magoado

relembra o passado e chora


daqui dali pelo vento

em atropelo seguido


vou de porta em porta

como a folha morta

batido ...
 

Index des poèmes et textes d'Arthur Rimbaud : Arthur Rimbaud - Mag4.net

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Poèsies

a estrela chorou rosa a estrela gritou rosa no coração das suas orelhas o infinito rolou branco do seu pescoço atè aos seus lombos o mar fri...